_A FORÇA DO COMÉRCIO ELETRÔNICO
Por Daniel Rodrigues
A e-bit divulgou, recentemente, uma prévia do faturamento nominal das empresas de e-commerce no Brasil no ano de 2008. O relatório ainda é parcial, mas os números impressionam até o mais cético dos céticos.
Com crise e tudo, as vendas pela internet no Brasil aumentaram 30% em relação ao ano de 2007, chegando a impressionantes R$8,2 bilhões. A isto se deve o aumento da credibilidade, a maturidade técnica alcançada pelos websites que realizam vendas online, a segurança dos meios de pagamento, a consolidação de grandes players do mercado tradicional como Americanas.com e, principalmente, a entrada de alguns outros, como o Magazine Luiza e Extra, por exemplo. Quem ainda reluta em entrar na web, como as Casas Bahia, por exemplo, devem se render em breve.
Segundo o e-bit, o ticket médio ficou em R$328,00. Este índice é uma média de todas as compras relizadas no país no período. Pessoalmente, acho R$328,00 um ticket extremamente positivo. Tem muita loja física por aí que adoraria chegar a um ticket desses.
Um empecilho que ainda nos pega os calcanhares, acredito, é o preço do frete. Embora nossos Correios estejam cada vez mais atentos ao comércio eletrônico e os prazos de entrega são bastante satisfatórios, acho o preço ainda salgado para o bolso do consumidor. Compras mais baratas, por exemplo, podem acabar inviabilizadas por conta do custo do frete. Não faz sentido comprar um livro de R$20,00, por exemplo, se o custo de Sedex chegar a R$5,00, por exemplo. Com isso, as empresas de e-commerce sempre acabam tendo um “plano B” com alguma transportadora, o que aumenta o custo ou, no mínimo, a dor de cabeça da empresa. Mas acredito na competência dos Correios e torço para que este custo diminua com o tempo.
As estimativas da e-bit para e-commerce em 2009 falam de um aumento de 25% em relação a 2008, que, embora signifique perda em relação aos 30% do ano passado, são bastante animadores. Com isso, o faturamento deve passar dos R$10 bilhões, o que vai fazer muito comerciante eletrônico estourar champanhes no final do ano.
E aí, quem quer mordiscar uma fatia desse bolo?
Daniel Rodrigues escreve no Blog da Energy