_DIÁLOGO CONCRETO - DESIGN E CONSTRUTIVISMO NO BRASIL
Um olhar incomum sobre a obra de grandes artistas brasileiros que participaram das vanguardas construtivas nas décadas de 1950 e 1960, apresentando seus trabalhos como designers em um diálogo direto com as obras que realizaram como artistas plásticos. Trata-se da exposição “Diálogo concreto – Design e construtivismo no Brasil”, que a CAIXA Cultural promove a partir de 24 de janeiro. A entrada é franca.
Com curadoria de Daniela Name, a exposição apresenta trabalhos de design de Abraham Palatnik, Alexandre Wollner, Almir Mavigner, Aluisio Carvão, Amilcar de Castro, Antonio Maluf, Geraldo de Barros, Lygia Clark, Mary Vieira e Willys de Castro nos quais aplicaram princípios visuais, estéticos e conceituais do construtivismo. A mostra convida o público a perceber que esta aproximação não acontece por acaso. Participantes dos movimentos Concreto e Neoconcreto, estes criadores eram tributários da Bauhaus e o De Stijl, que defendiam a existência de “artistas totais”, que integrassem artes plásticas, arquitetura e design.
Embalagens importantes foram feitas por Alexandre Wollner para as sardinhas Coqueiro, em 1958. O público terá a oportunidade de ver a logomarca e sua aplicação nas latas. Também poderá verificar como o artista parte de círculos sobrepostos e cortados para dar forma ao coqueiro da logomarca.
Amilcar de Castro realizou, em 1957, a reforma gráfica do “Jornal do Brasil”. A diagramação das páginas do jornal, cheia de áreas vazias que criavam significados visuais – os chamados “vazios ativos” – revolucionou o design gráfico nacional. Na mostra, o público poderá conhecer fac-símiles de algumas páginas dos jornais após a reforma gráfica. Aluísio Carvão integra este segmento ligado a publicações, com uma intensa produção de capas de livro.
Os móveis de Geraldo de Barros e Abraham Palatnik são constituem um outro aspecto pouco conhecido da produção destes artistas. O primeiro produziu intensamente para a fábrica Unilabor, atuou também como designer de cartazes e logomarcas. Palatnik, um dos artistas mais múltiplos de sua geração, projetou não só mesas e cadeiras, mas também as ferramentas para criá-los. Suas peças para mobília são apresentadas ao lado de dois jogos e de um utensílio doméstico: o projeto para cortador de coco babaçu, que chegou a ter a patente reconhecida.
Willys de Castro é o artista-âncora do segmento dedicado a logomarcas e cartazes, que conta ainda com a participação de Mary Vieira, Almir Mavigner, Geraldo de Barros e Wollner. As logomarcas, folders e cartazes de Willys constituem-se numa aula sobre os princípios visuais do período.
A exposição “Diálogo concreto – Design e construtivismo no Brasil” permanecerá em cartaz na CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111) de 24 de janeiro (a partir das 11h) a 08 de março. O horário de visitação é de terça a domingo, das 9h às 21h. A entrada é franca. Mais informações podem ser obtidas pelo público através do telefone (11) 3321-4400 ou no site www.caixa.gov.br/caixacultural.
Serviço:
O quê: exposição “Diálogo concreto – Design e construtivismo no Brasil”
Quando: de 24 de janeiro (a partir das 11h) a 08 de março, de terça a domingo, das 9h às 21h
Onde: CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111)
Quanto: entrada franca
Informações: (11) 3321-4400
Recomendação de faixa etária: livre
Realização: CAIXA Cultural
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
www.caixa.gov.br/caixacultural
Acesso e sanitário para pessoas com necessidades especiais
Visitas monitoradas às exposições com agendamento